Da Redação
A aplicação de R$ 117 milhões de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) no Banco Master, realizada durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB), virou alvo de cobrança no Senado em meio a questionamentos sobre a segurança dos recursos previdenciários e possíveis impactos para aposentados e pensionistas do município.
Durante debate no Senado, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), classificou a operação como grave e afirmou que aposentados da capital foram expostos a risco com a movimentação financeira.
Segundo o senador, Maceió foi a única capital brasileira a aplicar recursos previdenciários em letras financeiras do Banco Master, operação que, segundo ele, ocorreu sem garantias suficientes.
“A maior aplicação de dinheiro de fundo previdenciário de um órgão que se chama Iprev foi da Prefeitura de Maceió. Foram R$ 117 milhões aplicados no Banco Master sem garantia nenhuma, em busca de 140% do CDI”, afirmou.
Ainda segundo Renan, a operação não teria seguido o rito formal esperado dentro da estrutura de governança do instituto previdenciário.
“No Iprev Maceió não houve sequer a decisão do conselho. As assinaturas arregimentadas foram fraudadas. Assinaram autorização pessoas que não eram nem do conselho”, declarou.
A discussão também alcançou outra operação realizada durante a gestão JHC: a venda da folha de pagamento dos servidores municipais ao Banco de Brasília (BRB).
“Soube também que, no combo, no pacote, a Prefeitura de Maceió ainda vendeu ao Banco de Brasília a folha de pessoal. Então é uma coisa gravíssima sob qualquer aspecto”, disse.
Ao comentar o caso, Renan manifestou solidariedade aos beneficiários do regime previdenciário municipal.
“Minha solidariedade aos aposentados e pensionistas da Prefeitura de Maceió, vítimas dessa negociata”, afirmou.














