O Banco de Brasília (BRB) vai gastar R$ 3 milhões em patrocínio para o piloto da Stock Car Enzo Weisheimer Elias, 24 anos, em meio à grave crise financeira.
O acordo com a Pro Esportes Brasil (PEB) tem vigência até 31 de dezembro de 2026. O extrato do Contrato BRB Nº 036/2026 foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), nessa terça-feira (2/6).
Enzo, que é brasiliense, estreou na Stock Car em 2023, ano em que ficou em 26ª posição. Em 2024, terminou a competição em 11º. Em 2025, ficou no 8º lugar. Na disputa atual, que termina em dezembro, Enzo está em 5º.
No início do ano, a nova gestão do BRB anunciou redução do valor dos patrocínios e fez críticas aos eventos esportivos escolhidos pela administração anterior para receber dinheiro do banco.
Em nota enviada à reportagem, o BRB afirmou que o patrocínio ao piloto “está alinhado ao processo de reavaliação da carteira de patrocínios conduzido pelo BRB, que mantém projetos aderentes à sua missão institucional como banco público distrital e ao seu compromisso de fomentar o desenvolvimento do Distrito Federal”.
“Nesse contexto, o apoio ao piloto Enzo Elias valoriza um atleta de Brasília com projeção nacional e internacional, além de contribuir para ampliar a visibilidade da marca BRB em um dos principais campeonatos do automobilismo brasileiro”, declarou.
Empréstimo
O BRB enfrenta a pior crise da história após prejuízos com o Banco Master. Há meses, o banco tenta obter empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para evitar a quebra da instituição.
Para viabilizar o socorro ao banco, que desembolsou mais de R$ 12 bilhões para comprar carteiras de crédito falsas do Master, o Governo do Distrito Federal (GDF) fez um acordo que prevê fiança de outros bancos para o crédito do FGC.
O Executivo local dará como garantia as cotas que tem dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios. Segundo o acordo, homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, o GDF também deverá realizar ajuste fiscal e está proibido de fazer novos concursos e dar aumentos até que reduza a relação entre arrecadação e gastos – que hoje está em 96%, acima da taxa de até 95% permitida em lei.
/Metrópoles














