Redação
A 6ª Vara Cível de Brasília decidiu suspender a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC) e determinou que o partido o reintegre ao quadro de membros em até 72 horas, sob pena de multa de R$ 50 mil.
Em maio, o presidente do partido, João Caldas, decidiu expulsar Rebelo da sigla para lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa na disputa à Presidência da República.
O episódio gerou atritos entre Rebelo e Caldas. O ex-ministro chegou a declarar à imprensa que o dirigente estava preocupado com o andamento das investigações do Caso Master em Maceió, que era administrada por João Henrique Caldas (JHC), filho de Caldas e pré-candidato ao Governo de Alagoas.
Dos 18 fundos previdenciários envolvidos no Caso Master, Maceió foi o município que mais aplicou recursos na instituição financeira, cerca de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió, durante a gestão de JHC.
Com a decisão da Justiça, Aldo Rebelo pretende levar a disputa pela candidatura presidencial para a convenção do partido, onde será definido o candidato do DC à Presidência da República: ele ou Joaquim Barbosa.
Em nota à imprensa, Rebelo afirmou que recebeu a decisão com serenidade e reafirmou sua confiança nas instituições democráticas e no Poder Judiciário.
“Desde o início, sustentou que qualquer divergência interna deveria ser resolvida com respeito às regras estatutárias, ao devido processo legal e aos direitos fundamentais assegurados pela Constituição”, diz a nota.
O comunicado informa ainda que a defesa do ex-ministro continuará acompanhando o processo e adotará todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento integral da decisão judicial.














