Isadora Noia*
Moradores de Maceió seguem relatando problemas na coleta de lixo em diferentes regiões da capital. A situação se agravou após a paralisação nacional dos trabalhadores da limpeza urbana e em meio a denúncias de atrasos salariais e falta de repasses da Prefeitura de Maceió às empresas responsáveis pelo serviço.
A paralisação, que durou 24 horas, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Urbana do Estado de Alagoas (Sindlimp/AL) e integrou um ato nacional em defesa da unificação do piso salarial da categoria. Durante a mobilização, o sindicato orientou a população a não descartar lixo nas calçadas para evitar o acúmulo de resíduos nas vias públicas.
Os problemas na coleta, no entanto, não são recentes. Em janeiro deste ano, representantes do Sindlimp/AL denunciaram atrasos no pagamento de salários e benefícios dos trabalhadores terceirizados. Segundo a entidade, a situação seria consequência da falta de repasses da Prefeitura de Maceió às empresas contratadas para executar o serviço.
Na ocasião, o sindicato também informou que caminhões chegaram a ficar parados por falta de combustível, comprometendo a coleta em diferentes regiões da cidade e levantando o alerta para uma possível paralisação das atividades.
Em nota divulgada durante a mobilização desta semana, a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) informou que acompanha o movimento nacional e que exigiria das empresas responsáveis a manutenção mínima de 30% do efetivo, conforme determina a legislação para serviços essenciais.
/Estagiária sob supervisão















