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Operação mira grupo suspeito de fraudar R$ 1,5 milhão em AL

2 de julho de 2026
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Operação mira grupo suspeito de fraudar R$ 1,5 milhão em AL

Reprodução

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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Fio de Ariadne, com o objetivo de cumprir 26 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Maceió e Rio Largo.

A ação integra uma investigação sobre um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A maior parte dos mandados foi cumprida no bairro de Santa Lúcia, na capital alagoana.

As investigações foram conduzidas pela Seção Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro, unidade vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), coordenada pelo delegado Igor Diego. A operação foi comandada pelos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital de Alagoas, que também determinou a indisponibilidade de bens e valores dos investigados até o limite do prejuízo apurado, estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

De acordo com o delegado José Carlos, o grupo criminoso aplicava o chamado “golpe do chargeback”, utilizando maquinetas de instituições financeiras para registrar transações simuladas como se fossem compras comerciais legítimas. Em seguida, os titulares dos cartões contestavam as operações, fazendo com que as instituições financeiras realizassem o estorno dos valores anteriormente antecipados às empresas vinculadas aos investigados. Quando buscavam recuperar os recursos, porém, as contas já não possuíam saldo, uma vez que os valores eram rapidamente pulverizados e transferidos para diversas contas de terceiros.

As apurações revelaram que os investigados utilizavam uma sofisticada estrutura composta por empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar e dissimular a origem e a movimentação dos recursos ilícitos.

Segundo a delegada Maria Eduarda de Carvalho, há indícios de que o grupo também esteja envolvido em outras modalidades de fraudes financeiras, que seguem sob investigação da Polícia Civil.

O que significa o nome da operação

O nome da operação faz referência ao “Fio de Ariadne”, da mitologia grega, símbolo da descoberta do caminho em meio a um labirinto, representando o trabalho investigativo que permitiu rastrear a complexa rede financeira utilizada para ocultar os recursos obtidos por meio das fraudes.

/Ascom PC-AL

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