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Cineclube Afrodite inicia edição 2026 no Julho das Pretas com lançamento de produções alagoanas inéditas no Arte Pajuçara

16 de julho de 2026
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Cineclube Afrodite inicia edição 2026 no Julho das Pretas com lançamento de produções alagoanas inéditas no Arte Pajuçara
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Em alusão ao Julho das Pretas, o Cineclube Afrodite inicia sua edição 2026 no próximo dia 21 de julho, a partir das 18h, no Cine Arte Pajuçara, em Maceió. A abertura marca o início da programação do cineclube e será celebrada com o lançamento de dois curtas-metragens alagoanos: OSÚN DE MÃO DADA COM OYÁ – O Encontro no Oju Omim Omorewá, com direção de Sal Bernardo, e BATUQUE DAS ONDAS, dirigido por Manu Preta e Elizabeth Caldas.

As obras representam um marco na trajetória das realizadoras. Os filmes marcam a estreia de Sal Bernardo e de Manu Preta na direção cinematográfica, ampliando a presença de mulheres negras alagoanas na produção audiovisual do estado.

À frente da realização está a Dagô Produções, produtora cultural fundada por Sal Bernardo e dedicada ao fortalecimento da cultura negra, afro-indígena e das narrativas de territórios tradicionais. Com atuação voltada para o audiovisual, formação, memória e valorização das identidades afro-brasileiras, a produtora desenvolve projetos que articulam arte, educação e direitos humanos, ampliando a visibilidade de realizadores, comunidades e histórias frequentemente invisibilizadas.

Para Sal Bernardo, realizar a abertura da edição 2026 do Cineclube Afrodite durante o Julho das Pretas reforça o compromisso do projeto com a valorização das narrativas produzidas por mulheres negras.

“É de suma importância para o audiovisual o lançamento desses filmes dirigidos por duas mulheres negras. Durante muito tempo, nossas histórias foram invisibilizadas. Hoje, a partir das políticas públicas de incentivo à cultura, como o Ministério da Cultura e a Ancine, nós, mulheres, especialmente mulheres negras, estamos contando nossas próprias histórias a partir do nosso ponto de vista, e não mais sendo narradas por outras pessoas.”

Criado em 2025, o Cineclube Afrodite prioriza a circulação de obras produzidas em Alagoas e por realizadores negros, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, contribuindo para fortalecer o audiovisual independente e democratizar o acesso ao cinema brasileiro contemporâneo. A abertura da programação de 2026, realizada durante o Julho das Pretas, reafirma esse compromisso ao destacar o protagonismo de mulheres negras na criação, produção e difusão do cinema alagoano.

Produções destacam ancestralidade, identidade e protagonismo feminino

Os dois filmes que inauguram a programação do Cineclube Afrodite têm em comum narrativas centradas na ancestralidade, na cultura afro-brasileira e na força das mulheres negras como protagonistas de suas próprias histórias.

BATUQUE DAS ONDAS, dirigido por Manu Preta e Elizabeth Caldas, acompanha a trajetória da percussionista, educadora, cordelista e fundadora do grupo Coração de Mainha, Manu Preta. O documentário retrata sua caminhada de construção artística e espiritual, revelando como a música, os terreiros, o axé e os tambores se tornam caminhos de pertencimento, resistência e afirmação da identidade negra. A produção foi realizada com recursos do Fundo de Desenvolvimento de Ações Culturais (FDAC), por meio do V Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas – Prêmio Cacá Diegues, operacionalizado pela Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult).

Já OSÚN DE MÃO DADA COM OYÁ – O Encontro no Oju Omim Omorewá, dirigido por Sal Bernardo, acompanha a trajetória das yalorixás Mãe Nany Moreno e Mãe Bel, revelando como amizade, ancestralidade, música e dança sustentam o Afoxé Oju Omim Omorewá. O documentário apresenta a cultura afro-brasileira como espaço de cuidado, pertencimento, memória e transformação coletiva. O filme foi produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, operacionalizados pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de Maceió (Semce).

Após o lançamento no Arte Pajuçara, o Cineclube Afrodite inicia uma circulação por diferentes territórios alagoanos, promovendo sessões de cinema seguidas de ações de formação em audiovisual, cultura e letramento racial. Além das exibições, cada encontro contará com rodas de conversa, mediação cultural, escuta ativa e troca de conhecimentos, proporcionando reflexões sobre ancestralidade, identidade, memória, território e direitos humanos.

A programação inclui exibições no Quilombo Pau D’Arco e no Núcleo do Audiovisual (NAVI), em Arapiraca, no dia 24 de julho; em Poço das Trincheiras, no dia 27; nos quilombos Jacú e Alto do Tamanduá, reunindo comunidades quilombolas da região; e no Quilombo Saco dos Mirandas, em Mata Grande, no dia 28 de julho. Na sequência, o projeto também percorrerá casas de matriz africana e afro-indígena, entre terreiros, centros e espaços comunitários tradicionais em Alagoas.

Diretoras

Sal Bernardo é comunicóloga, especialista em Marketing e Cinema, mestranda em Linguística pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), produtora cultural e audiovisual, fundadora da Dagô Produções e militante do Movimento Negro Unificado (MNU). Desenvolve projetos voltados ao fortalecimento da cultura negra, do audiovisual e da promoção da equidade racial.

Manu Preta é percussionista, professora, cordelista e fundadora do grupo Coração de Mainha. Técnica em Música pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e graduanda em Licenciatura em Música, atua desde 2010 na cena cultural alagoana, promovendo a valorização da cultura afro-brasileira por meio da música e da educação.

Elizabeth Caldas é professora, roteirista e diretora audiovisual. Atua desde 2008 nas áreas de cinema e educação, desenvolvendo roteiros, dirigindo produções independentes, ministrando oficinas e prestando consultorias para projetos audiovisuais em diferentes estados do país.

O Cineclube Afrodite é uma produção da Dagô Produções, realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), operacionalizada pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), com apoio da Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH).

/Assessoria

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