O alerta não é novo, mas ainda precisa continuar sendo repetido: vape faz mal e não é inofensivo. O assunto precisa permanecer na pauta de famílias, escolas, profissionais de saúde e sociedade porque o cigarro eletrônico continua despertando a curiosidade de adolescentes e pode transformar uma experiência aparentemente recreativa em dependência de nicotina.
Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram a dimensão do problema: 1 em cada 5 adolescentes brasileiros já experimentou algum tipo de dispositivo eletrônico para fumar. A agência alerta que essa experimentação pode levar à dependência de nicotina e ao uso de outros produtos de tabaco.
Para a pneumologista pediátrica Rita Silva, o principal desafio é fazer com que pais e adolescentes compreendam que o vape não deve ser encarado como uma simples brincadeira ou uma alternativa “mais leve” ao cigarro.
“É preciso bater na mesma tecla sempre. Quanto mais informação de qualidade chegar às famílias, maiores são as chances de prevenção. O adolescente muitas vezes não enxerga o vape como cigarro e, por isso, pode não perceber que está se expondo à nicotina e a outras substâncias que podem causar danos ao organismo”, afirmou.
“O uso contínuo de cigarros eletrônicos provoca graves e irreversíveis danos ao tecido pulmonar, simulando o envelhecimento precoce das vias aéreas. São substâncias químicas ocultas que geram inflamações crônicas severas, frequentemente confundidas com infecções graves ou quadros de pneumonia química aguda. Substituir o cigarro tradicional pelo vape é trocar uma ilusão de segurança por uma bomba-relógio respiratória que compromete drasticamente a oxigenação do organismo”, acrescentou.
/Assessoria














