Redação
A Coligação Alagoas Gigante e a Federação União Progressista solicitaram à Justiça Eleitoral a remoção de um vídeo em que o senador e candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), cobra do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC) explicações sobre os investimentos do Iprev Maceió no Banco Master. Ao todo, 16 portais foram alvos da ação no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL).
No vídeo, Renan Filho questiona os R$ 117 milhões investidos pelo Iprev Maceió no Banco Master, com recursos dos aposentados do município. Além disso, o candidato também questiona as ações movidas pela coligação contra jornalistas que abordaram os investimentos na instituição financeira.
Na ação, a coligação afirma que o vídeo apresenta, de maneira sensacionalista, acusações de que o ex-prefeito de Maceió seria responsável pelo desvio dos recursos do Iprev. “São imputações diretas de fatos determinados, gravemente ofensivos à honra e à reputação do candidato e objetivamente verificáveis”, diz um trecho da solicitação.
O processo tinha como relator original o desembargador Maurício César Breda Filho, que declarou suspeição por motivo de foro íntimo, conforme o artigo 145, §1º, do Código de Processo Civil (CPC). O caso foi então encaminhado ao desembargador Léo Dennisson Bezerra de Almeida.
Léo Dennisson Bezerra de Almeida havia sido afastado do cargo em 2016 por suspeitas de negociar propina para a venda de sentenças. Segundo a então relatora do caso, a corregedora Nancy Andrighi, o magistrado teria solicitado R$ 200 mil para decidir pela soltura de um preso.
Em agosto de 2023, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) absolveu o magistrado, seguindo o parecer da relatora do caso, então conselheira Jane Granzoto. Durante a leitura do voto, ela informou que o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) havia anulado todas as provas contra o magistrado.















