Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
28 de agosto de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
28 de agosto de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Lula fala de corrupção, dívida e segurança em sabatina da Globo

28 de agosto de 2026
0
Lula fala de corrupção, dívida e segurança em sabatina da Globo

Reprodução

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou sabatina marcada por perguntas sobre corrupção, contas públicas e segurança durante entrevista à TV Globo nesta quinta-feira (28). Candidato à reeleição aos 80 anos, Lula foi questionado principalmente sobre investigações que atingem pessoas próximas, entre elas seu filho Fábio Luiz Lula da Silva.

Ao longo dos 40 minutos, o presidente repetiu que não interferirá em investigações da Polícia Federal e que aliados ou familiares deverão responder caso tenham cometido crimes. Ao mesmo tempo, adotou postura de defesa dos investigados e fez diversas referências à própria experiência na Lava Jato para justificar cautela diante de acusações ainda não julgadas.

A entrevista também passou pelo escândalo dos descontos ilegais do INSS, pela dívida pública, pela crise dos Correios, educação e segurança. Lula descartou privatizar a estatal postal e afirmou que, se a PEC da Segurança Pública for aprovada, pretende criar um Ministério da Segurança Pública já na semana seguinte.

Dívida pública não preocupa

Na economia, um dos momentos de maior divergência ocorreu quando Lula foi questionado sobre o crescimento da dívida pública, que teria ultrapassado R$ 10 trilhões e alcançado cerca de 82% do Produto Interno Bruto.

O presidente afirmou que a trajetória da dívida não o preocupa da maneira apresentada na pergunta. Para ele, o principal caminho para melhorar a relação entre dívida e PIB é acelerar o crescimento econômico.

“A mim não preocupa a dívida pública.”

Lula atribuiu parte do aumento da dívida ao baixo crescimento observado durante anos e também ao custo dos juros. Comparou a relação dívida/PIB brasileira com a de economias como Estados Unidos, Japão e Itália e destacou o histórico de superávits primários em seus primeiros governos.

O presidente afirmou ainda que o orçamento deste ano deverá registrar superávit primário de 0,1%, depois de o governo ter recebido, segundo ele, uma situação de déficit.

Questionado sobre quais gastos obrigatórios pretende reduzir em um eventual quarto mandato, Lula não apresentou uma lista específica. Em vez disso, voltou a defender crescimento, investimentos e responsabilidade fiscal.

Tecnologia como prioridade

Ao falar sobre os planos para uma eventual reeleição, Lula afirmou que pretende dedicar o próximo mandato a uma “revolução tecnológica”.

Entre as prioridades citadas estão inteligência artificial, minerais críticos, terras raras, produção de chips, baterias e outros bens de maior valor agregado.

“Eu quero voltar a fazer com que esse país dispute com o mundo rico.”

Lula defendeu que o Brasil não se limite à exportação de matérias-primas e afirmou que pretende aumentar a capacidade nacional de transformar seus recursos minerais em produtos tecnológicos.

O presidente também disse ter procurado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para defender a aprovação de uma regulamentação sobre minerais críticos e terras raras.

Correios não serão privatizados

Questionado sobre o prejuízo acumulado pelas estatais e, em especial, sobre a crise financeira dos Correios, Lula reconheceu que a empresa não acompanhou adequadamente as transformações do mercado de entregas. “O Correio não se adaptou aos novos tempos.”

Apesar disso, descartou categoricamente vender a estatal. “Não considero vender o Correio”, disse.

Lula afirmou que pretende recuperar a empresa, promover ajustes nos gastos e admitiu inclusive associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para modernizar seus serviços.

Ao ser perguntado se poderia garantir que a estatal sairia da crise, respondeu: “garanto.”

Educação e dificuldade de aprendizagem

Na educação, Lula foi confrontado com dados que indicam que seis em cada dez jovens concluem o ensino médio público sem alcançar conhecimentos básicos de matemática.

O presidente respondeu destacando iniciativas de seus governos, como ensino em tempo integral, alfabetização na idade certa, Pé-de-Meia, expansão de universidades e institutos federais e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

Ele atribuiu parte das diferenças de desempenho entre estados ao fato de a educação básica ser executada principalmente por governos estaduais e municipais e citou Ceará e Piauí como exemplos positivos.

Lula também afirmou que pretende ampliar os incentivos à formação de professores e priorizar cursos relacionados à matemática, engenharia, tecnologia e inteligência artificial.

“Nós não queremos ficar subordinados à briga dos Estados Unidos com a China.”

Avanço do crime organizado e PEC da Segurança

Lula foi questionado sobre a expansão do crime organizado no país nas últimas duas décadas, período que inclui 17 anos de governos petistas e seus três mandatos na Presidência.

Ao responder, o presidente apontou para o modelo de segurança pública estabelecido pela Constituição de 1988. Segundo Lula, a decisão de concentrar nos estados a responsabilidade pela segurança dificultou uma atuação coordenada em âmbito nacional.

“Na Constituição de 88, a Constituição aprovou que a segurança pública era da responsabilidade do Estado. A sociedade estava cansada dos militares terem gerência nas políticas estaduais e nós, então, a pedido de todos os progressistas da Constituição, demos para o Estado”, afirmou.

Lula lembrou que, nesse desenho, o governo federal permaneceu responsável por estruturas como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Para o presidente, o enfrentamento atual ao crime organizado exige uma definição mais clara das atribuições da União, dos estados e dos municípios.

É nesse contexto que Lula apresentou a PEC da Segurança Pública como uma das principais respostas de seu governo para o problema. Ele afirmou ter discutido a votação da proposta com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Eu estou discutindo no Congresso Nacional, foi colocado para votar agora, por isso que eu almocei com o Alcolumbre e com o Hugo Motta, votar a PEC da Segurança Pública”, disse.

Embate sobre a Bahia

A segurança também provocou um dos momentos mais duros da entrevista. Lula foi questionado sobre a violência na Bahia, estado governado pelo PT há cerca de duas décadas e que concentra algumas das cidades com maiores índices de violência do país.

“Não seja injusto com a Bahia”, respondeu.

Lula argumentou que nenhum governador brasileiro conseguiu resolver isoladamente o problema da criminalidade e voltou a defender maior integração nacional.

Para ele, o combate ao crime organizado exige investimentos em inteligência, presença federal e ações dirigidas contra as lideranças financeiras das organizações criminosas.

O presidente citou operações de combate ao crime organizado e defendeu a cooperação internacional, inclusive com os Estados Unidos, para enfrentar tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

“O meu desejo é recuperar o território para o povo. Aquela rua é do povo do Rio, não é do bandido.”

Escândalo do INSS

Outro bloco importante da entrevista tratou dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Questionado sobre o fato de uma parcela significativa das irregularidades ter ocorrido durante seu governo e sobre a demora na reação do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, Lula afirmou que o governo optou por aprofundar as investigações antes de agir para evitar que os responsáveis desmontassem o esquema.

Segundo o presidente, a quadrilha teria começado a atuar em 2019 e foi descoberta pelas estruturas de fiscalização de seu governo.

Lula afirmou ainda que os aposentados prejudicados estão sendo ressarcidos e que o poder público buscará recuperar o dinheiro por meio dos bens apreendidos dos investigados.

Ao ser confrontado sobre sua proximidade política com Lupi mesmo depois do caso, Lula respondeu que o ex-ministro não foi condenado e separou a relação política das responsabilidades administrativas.

“A relação política não tem nada a ver com a relação administrativa.”

Anúncio sobre fila do INSS

A sabatina também tratou da fila para concessão de benefícios previdenciários.

Confrontado com a existência de cerca de 1,3 milhão de requerimentos pendentes, Lula fez uma promessa de curto prazo: afirmou que o governo anunciará na semana seguinte que a fila considerada excessiva foi zerada.

Segundo ele, permaneceriam cerca de 251 mil pessoas aguardando até 45 dias, situação que classificou como dentro da normalidade.

“Semana que vem vou anunciar que a fila zerou”, afirmou, chegando a convidar o jornalista para acompanhar o ato em Brasília.

Filho no centro da entrevista

A primeira parte da sabatina foi dominada pelas investigações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente. Segundo os questionamentos apresentados pelos jornalistas, três inquéritos da Polícia Federal apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência e investigam se ele teria utilizado a proximidade com o presidente para atender interesses privados em órgãos federais.

Lula sustentou que as investigações ainda não produziram elementos suficientes para uma condenação e classificou parte das informações divulgadas como “ilações”.

“Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Eu sou presidente da República e pai do Fábio”, disse.

O presidente, porém, afirmou que não haverá interferência do governo caso as investigações avancem.

“Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro que cometeu ilícito. Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento para que meu filho seja protegido.”

Lula também declarou acreditar na inocência do filho, embora tenha dito reiteradamente que caberá a ele demonstrá-la.

“Ele tem que provar a inocência dele. E eu tenho certeza que ele vai ser inocente.”

Lobista e mensagens obtidas pela PF

Os apresentadores citaram mensagens atribuídas à lobista Roberta Luxinger, nas quais ela teria afirmado manter proximidade com Fábio e atuar politicamente por meio do Palácio do Planalto.

Lula rejeitou a ideia de que as conversas, isoladamente, comprovem irregularidades. Em determinado momento, chamou a lobista de “pilantra” ao questionar o valor probatório de mensagens privadas.

O presidente também negou conhecê-la após ser perguntado sobre uma mensagem na qual ela teria dito que Lula lhe oferecera um cargo no governo.

“Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim.”

Para Lula, seria necessário demonstrar que houve efetivamente liberação irregular de recursos públicos ou atuação de integrantes do governo em benefício dos interesses privados mencionados nas investigações.

Apoio a Jaques Wagner

O caso Banco Master trouxe outro aliado de Lula para o centro da sabatina. Os jornalistas perguntaram sobre Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado e alvo de investigação relacionada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Lula destacou a dimensão do prejuízo atribuído ao caso Master, que calculou em R$ 60 bilhões, mas afirmou que não há prova, até o momento, de envolvimento ilícito de Wagner.

O presidente também justificou continuar pedindo votos para o senador.

“Ele é senador da República e é candidato à reeleição. É um homem que tem relação comigo há 45 anos, desde o tempo de sindicalista.”

Lula foi além e declarou confiança na integridade do aliado.

“Eu tenho consciência que o Wagner é honesto.”

Assim como fez ao falar do próprio filho, acrescentou que, se ficar comprovado algum desvio, Wagner terá de responder.

“Eu não sou uma pessoa que muda de calçada quando encontra um amigo que está sendo acusado de alguma coisa.”

“Vender mentira” na Lava Jato

Ao justificar por que evita considerar culpadas pessoas que ainda estão sob investigação, Lula voltou à própria experiência na Lava Jato. O presidente afirmou ter sido vítima de acusações falsas e disse que decidiu cumprir a prisão para demonstrar que Sergio Moro e Deltan Dallagnol haviam mentido.

“Eu coloquei a minha cara e falei: eu vou. Eu poderia ter saído do Brasil. Eu decidi: eu vou para a cadeia porque eu quero provar que o Moro é mentiroso, quero provar que o Dallagnol é mentiroso e quero provar que a imprensa um dia vai pedir desculpa”, afirmou.

Lula acusou a imprensa brasileira de ter reproduzido acusações que, segundo ele, posteriormente se mostraram falsas. “A imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira.”

A declaração provocou uma reação dos entrevistadores. Um deles rebateu Lula e afirmou que “o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos”. O presidente insistiu na crítica.

“É de pedir desculpa. A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim, não esqueço.”

A apresentadora interrompeu para lembrar que a Globo havia feito uma retratação relacionada ao episódio do PowerPoint e pediu que a entrevista avançasse para outros assuntos.

Pedido de quarto mandato

Nas considerações finais, Lula apresentou sua candidatura como continuidade de um projeto de inclusão social e, ao mesmo tempo, como oportunidade para uma transformação tecnológica do país.

Aos 80 anos, afirmou viver “o melhor momento” de sua trajetória e destacou novamente a expansão do acesso ao ensino superior durante seus governos.

“Eu quero que o Brasil seja exportador de inteligência e de conhecimento.”

A mensagem final sintetizou boa parte do argumento eleitoral usado durante a entrevista: Lula buscou associar seus governos anteriores às políticas sociais e apresentou um eventual quarto mandato como uma etapa voltada à educação, inovação e aumento da competitividade brasileira.

/Congresso em Foco 

Você também pode gostar desses conteúdos

PEC do fim da escala 6×1 já conta com relatório favorável na CCJ
Política

PEC do fim da escala 6×1 já conta com relatório favorável na CCJ

por Redação
27 de agosto de 2026
Renan Filho apresenta propostas e recebe apoio de 33 mil pescadores e marisqueiras
Política

Renan Filho apresenta propostas e recebe apoio de 33 mil pescadores e marisqueiras

por Redação
27 de agosto de 2026
Saiba quando será o novo depoimento de Vorcaro após adiamento
Política

Saiba quando será o novo depoimento de Vorcaro após adiamento

por Redação
27 de agosto de 2026
Chico Filho lança oficialmente candidatura a deputado federal por Alagoas
Política

Chico Filho lança oficialmente candidatura a deputado federal por Alagoas

por Redação
27 de agosto de 2026
Modus operandi: JHC processa mais 17 veículos de comunicação
Política

Modus operandi: JHC processa mais 17 veículos de comunicação

por Redação
26 de agosto de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Política

Lula fala de corrupção, dívida e segurança em sabatina da Globo

28 de agosto de 2026
Política

PEC do fim da escala 6×1 já conta com relatório favorável na CCJ

27 de agosto de 2026
Política

Renan Filho apresenta propostas e recebe apoio de 33 mil pescadores e marisqueiras

27 de agosto de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.