Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
21 de setembro de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
21 de setembro de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Mulher acusada injustamente de matar filho recém-nascido é absolvida em Alagoas

2 de dezembro de 2022
0
Justiça garante a mulher alagoana cirurgia que custa R$ 173 mil

Arquivo

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Em audiência de instrução, ocorrida na semana passada, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) obteve a absolvição de uma mulher acusada de homicídio contra o próprio filho, após demonstrar que não existiam provas contra a cidadã e apontar erro no laudo forense utilizado como base para a denúncia.

Conforme as informações apuradas pelo Defensor Público João Augusto Sinhorin, a morte do bebê provavelmente foi resultado de uma alimentação inadequada. O caso aconteceu em 2021, na zona rural de uma cidade do interior alagoano.

De acordo com a mãe, o bebê, à época com um mês, não conseguia mamar e ela passou a fornecer mamadeiras feitas com leite em pó comum. Ela admitiu que as enfermeiras do posto de saúde explicaram que o laticínio seria “forte” demais para o bebê e indicaram fórmula específica, porém ela não tinha condições financeiras de pagar pela fórmula e continuou alimentando-o com o leite comum.

Durante a noite anterior a morte, o bebê apresentou febre e outros sintomas que provavelmente indicariam dor na barriga. Preocupada, a mãe explicou que tentou mais uma vez amamentá-la, mas não conseguiu e voltou a oferecer o leite comum. Ela acabou adormecendo e, quando acordou, de madrugada, percebeu que o bebê havia falecido.

Contrariando a declaração da mãe, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte do recém-nascido seria por asfixia, especificamente por enforcamento, motivo que levou a mulher ser formalmente acusada de homicídio qualificado.

Ao analisar o processo, o Defensor Público estranhou a informação do enforcamento constatada no laudo pericial do IML, uma vez que ela não se encaixava nas demais informações apuradas pelas demais autoridades.

“O enforcamento tem um conceito técnico muito preciso: é passar um laço em torno do pescoço e usar o peso do corpo para sufocar. Por estranhar essa informação, pedi para chamar o médico perito do IML na audiência e ele reconheceu que errou a informação no laudo e corrigiu, afirmando que houve sufocação indireta, ou seja, de alguma forma, houve o bloqueio dos pulmões da criança, o que poderia ter sido causado porque a criança broncoaspirou (vomitou e respirou o vômito) ou porque alguém deitou em cima dela”, explicou o Defensor.

Diante da nova informação, o Ministério Público mudou a acusação para homicídio culposo (sem intenção de matar), mas defendeu que ela deveria ser punida por imprudência, já que alimentava a criança com leite inadequado para a idade, ou pelo fato de ter dormido em cima da criança – a família era composta por 4 pessoas que dormiam na mesma cama.

Levando em consideração a nova acusação, o Defensor Público apresentou ao magistrado a “teoria da imputação objetiva”, que foi acolhida pelo juiz como motivo para a absolvição da acusada.

“O fato de a genitora ter dado o leite de caixinha e dormir com o filho em uma cama com outras pessoas não acarretava, por si só, na criação de um risco que é juridicamente proibido, mas, sim, decorria de sua própria condição de miserabilidade , o que lhe impedia de oferecer melhores condições de vida para o seu filho e a si mesma, já que o leite usado era o único que ela tinha condições para custear, como também dividir a cama com os demais filhos porque não possui condições de ter um outro leito. Puni-la, portanto, não seria consequência de um comportamento imprudente, de alguém que poderia evitar aquela situação, mas, sim, seria puni-la pela própria miséria existencial”, expôs o Defensor.

Assessoria

Você também pode gostar desses conteúdos

40 estudantes de Jornalismo da Ufal estão impedidos de colar grau por pendência no sistema acadêmico
Geral

40 estudantes de Jornalismo da Ufal estão impedidos de colar grau por pendência no sistema acadêmico

por Redação
17 de setembro de 2026
Geral

por Redação
17 de setembro de 2026
Cada R$ 1,00 investido em saneamento pode gerar R$ 7,00 em ganhos sociais para a Região Metropolitana de Maceió
Geral

Cada R$ 1,00 investido em saneamento pode gerar R$ 7,00 em ganhos sociais para a Região Metropolitana de Maceió

por Redação
16 de setembro de 2026
Emancipação: Judiciário funciona em regime de plantão nesta quarta (16)
Geral

Emancipação: Judiciário funciona em regime de plantão nesta quarta (16)

por Redação
15 de setembro de 2026
Morre aos 81 anos Amelinha Teles, escritora torturada na ditadura militar
Geral

Morre aos 81 anos Amelinha Teles, escritora torturada na ditadura militar

por Redação
15 de setembro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Segurança de Zambelli é preso por disparo de arma durante confusão

Moraes dá 5 dias para PGR decidir sobre investigação de Zambelli e Malafaia

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

9 de setembro de 2026
Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Sem categoria

Médica denuncia recusa de encaminhamento de recém-nascido na Santa Casa de Penedo

19 de setembro de 2026
Sem categoria

Ataques homofóbicos contra desembargadora Natália França expõem silêncio da OAB-AL

19 de setembro de 2026
Política

Funcionários de empresa ligada à Prefeitura de Maceió são apreendidos com R$ 2 milhões em espécie

18 de setembro de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.