Redação
Em novo protesto contra a atual gestão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) foram ao Centro de Maceió e voltaram a pedir a troca de superintendente da autarquia.
“Lula, o Incra Alagoas continua nas mãos de Bolsonaro” foi o cartaz exibido nesta quarta-feira (5) pelos militantes, que, há algumas semanas, chegaram a ocupar o prédio do Incra como forma de protesto.
Organizações e movimentos sociais participantes do protesto denunciam que o órgão continua sob domínio de grupos políticos contrários à Reforma Agrária e, por isso, as demandas referentes à essa pessoa permanecem paralisadas.
A avaliação é que a substituição de César Lira, primo do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, por Júnior Rodrigues, indicado pelo mesmo parlamentar, significa manter o bolsonarismo no comando, ou seja, deixar a raposa tomar conta do galinheiro.
Segundo o MST, o pouco tempo que Júnior está à frente já tem comprovado essa análise. Nada foi feito no sentindo de atender demandas antigas no que diz respeito aos assentamentos e acampamentos. Pelo contrário, são colocados entraves para qualquer avanço da Reforma Agrária no estado.
O antigo superintendente foi exonerado no dia 16 de abril deste ano após pressão dos movimentos sociais, mas o governo federal cedeu a escolha do novo nome para o deputado Arthur Lira por uma questão de governabilidade.
Cerca de 300 camponeses participam da manifestação realizada conjuntamente pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pela Frente Nacional de Luta (FNL) e pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).
/com info Assessoria















