Um estudo feito pelo OBMigra (Observatório das Migrações Internacionais) mostra que os cubanos ultrapassaram os venezuelanos e assumiram a liderança, no ano passado, do número de pedidos de refúgio no Brasil.
Segundo a pesquisa, que teve parceria com o Ministério da Justiça, foram realizados, ao todo, 75.599 pedidos de refúgio ao Brasil, de pessoas das mais variadas nacionalidades. Deste número, 41.919 vieram de população cubana, o que representa cerca de 55,4% do número total de solicitações.
Se comparado aos 22.288 pedidos de refúgio oriundos de pessoas dessa nacionalidade em 2024, houve um crescimento de 88,1% no total de solicitantes cubanos.
Diante desse aumento, os venezuelanos ficaram em segundo lugar no ranking, representando 28,1% do número total de solicitações de refúgio. De acordo com o estudo, foram registrados 21.233 pedidos.
Em terceiro aparecem os colombianos, com 1.432 solicitações.
Veja:
- Cuba: 41.919
- Venezuela: 21.233
- Colômbia: 1.432
- Angola: 1.253
- Marrocos: 888
- Gana: 792
- Congo: 707
- Bangladesh: 665
- República dominicana: 525
- Tunísia: 475
- China: 443
- Nigéria: 327
- Líbano: 277
- Peru:269
- Haiti: 262
- Guiné: 233
- Mauritânia: 228
- Togo: 194
- Argentina: 192
- Rússia: 189
- Outros: 3.096
Distribuição pelo Brasil
Ainda segundo o estudo, 52,4% dos pedidos de refúgio autorizados pelo Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) ocorreram em estados da região Norte do país, sendo que as unidades federativas que receberam maior volume de solicitações foram: Roraima (32%); São Paulo (26,5%); e Amapá (12,6%).
Do total de pedidos de refúgio, o levantamento ressalta que há um número “expressivo” de solicitações em decorrência de “violação generalizada de direitos humanos“, que representa 94,7% dos pedidos. Sendo que o maior grupo neste quesito é composto por venezuelanos.
Situação cubana
Cuba enfrenta um momento de tensão em decorrência da relação com os Estados Unidos. No início do mês, por exemplo, o governo de Donald Trump impôs sanções ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, em mais um passo para aumentar a pressão sobre o governo de Havana.
A estratégia norte-americana é de enfraquecer a economia de Cuba e forçar mudanças — incluindo uma possível troca de regime. Essas ações incluem uma série de sanções severas, um bloqueio contínuo ao petróleo e a acusação criminal contra Raúl Castro (ex-presidente cubano acusado de ter ordenado ataque contra aeronaves civis que mataram quatro homens — incluindo três cidadãos americanos).
/CNN Brasil














