Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
12 de setembro de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
12 de setembro de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Tarifa zero custa R$ 78 bi e é viável sem imposto novo, diz estudo

29 de novembro de 2025
0
Tarifa zero custa R$ 78 bi e é viável sem imposto novo, diz estudo

Zanone Fraissat/ Folhapress

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

O Brasil vive uma aparente contradição no transporte urbano. Ao mesmo tempo em que os sistemas de ônibus perdem passageiros, encarecem e acumulam déficits, o país lidera o mundo no número de cidades que já adotaram a chamada tarifa zero. Agora, um novo estudo estima em cerca de R$ 78 bilhões ao ano o custo para levar a gratuidade a nível nacional, nas cidades com mais de 50 mil habitantes, e aponta que isso pode ser feito sem aumento de impostos e com financiamento estável.

Produzido por pesquisadores da UnB, UFMG e USP, o relatório “Caminhos para a Tarifa Zero” apresenta a estimativa mais precisa já feita sobre o custo da gratuidade e propõe um novo arranjo institucional para o setor. O documento integra a pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil, financiada pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero e sediada no Instituto de Ciência Política (IPOL) da UnB. A pesquisa também conta com os apoios da Fundação Rosa Luxemburgo e da Rede Nossas.

“Valendo-se de uma metodologia de cálculo bastante abrangente e sofisticada, o estudo oferece uma proposta capaz de desenhar um cenário concreto para a implementação da política de tarifa zero em âmbito nacional, tudo isso partindo de uma análise da conjuntura do sistema de transportes urbanos no Brasil”, explica o professor de Ciência Política da UnB e coordenador do Observatório das Metrópoles em Brasília, Thiago Trindade, um dos autores do estudo – que também é assinado por Letícia Birchal Domingues (UnB), André Veloso (ALMG), Roberto Andrés (UFMG) e Daniel Santini (USP).

Trindade destaca que o ponto crucial e inovador do estudo foi a identificação de uma forma de financiamento sem a necessidade de se criar um imposto novo e sem onerar o orçamento da União. “Nossa proposta de financiamento está na revisão do vale-transporte. O modelo que apresentamos propõe uma contribuição fixa das empresas, custeada pelo empregador, que deve gerar a receita necessária – cerca de R$ 80 bilhões”, declarou o professor ao Congresso em Foco.

Crise persistente: queda de usuários, mais carros e custos crescentes

Entre 2013 e 2023, o transporte coletivo perdeu 30% de seus passageiros. Nesse mesmo período:

  • a frota de carros aumentou 44%;
  • a de motos cresceu 58%;
  • apenas São Paulo reguistrou perda de quase 1 bilhão de passagens em dez anos.

Com menos receita e despesas maiores, o serviço se torna mais caro e menos eficiente, alimentando um ciclo de deterioração. Sem mudança estrutural, o sistema, segundo o estudo, “tende ao colapso financeiro e operacional”.

Brasil já é referência global em tarifa zero

Em meio à crise, multiplicam-se as experiências locais de gratuidade. Em 2025, conforme o estudo, 137 cidades adotam tarifa zero plena – o dobro de dois anos antes e o maior número do mundo.

O caso mais consolidado é o de Maricá (RJ), onde a frota pública gratuita multiplicou por 15 o número de passageiros desde 2015 e se tornou ativo político central. Em diferentes regiões, prefeitos de variadas orientações ideológicas passaram a aderir à proposta, ampliando seu alcance nacional.

Quanto custa tornar o transporte gratuito?

O custo atual para operar os sistemas urbanos de ônibus no Brasil é de cerca de R$ 65 bilhões anuais. Tornar o serviço gratuito para cidades com mais de 50 mil habitantes elevaria esse valor para R$ 78 bilhões, beneficiando 124 milhões de pessoas. Se forem incluídos metrôs, trens e VLTs, a despesa chegaria a R$ 90 a R$ 93 bilhões – ainda inferior ao gasto anual do país com acidentes de trânsito, estimado em R$ 136 bilhões.

O estudo compara a gratuidade universal com o modelo focalizado para inscritos no CadÚnico, normalmente apontado como mais “econômico”. Os números mostram o contrário:

Modelo focalizado

  • Custo: R$ 58,6 bi
  • Público: 24,4 milhões
  • Custo por usuário: R$ 1.200/ano

Tarifa zero universal

  • Custo: R$ 78 bi
  • Público: 124 milhões
  • Custo por usuário: R$ 827/ano

Ou seja: o modelo focalizado em um público restrito custa 75% do valor total, mas atende apenas a um quinto da população e é 30% mais caro por pessoa. Isso ocorre porque o sistema mantém a estrutura atual, bilhetagem privada, catracas, fiscalização e remuneração por passageiro, justamente os elementos que elevam custos e reduzem a transparência.

Falta de dados é o maior obstáculo

O estudo aponta que o país não dispõe de dados completos e confiáveis sobre seu próprio sistema de transporte. Informações fundamentais, como bilhetagem e quilometragem, são opacas, fragmentadas ou controladas por concessionárias, o que impede auditoria e planejamento.

Para enfrentar o problema, os autores propõem a criação do DATASUM, uma plataforma nacional de informações da mobilidade, nos moldes do Datasus.

Um “SUS da mobilidade”: criação do Sistema Único de Mobilidade

A expansão da tarifa zero exige uma nova estrutura nacional. O relatório detalha o Sistema Único de Mobilidade (SUM), previsto na PEC 25/2023, da deputada Luiza Erundina (Psol-SP), com divisão de responsabilidades semelhante à da saúde:

  • União: coordenação, financiamento e regulação;
  • Estados: integração e planejamento metropolitano;
  • Municípios: operação do serviço;
  • Fundo Nacional de Mobilidade: repasses contínuos e previsíveis.

O SUM prevê também controle público da bilhetagem, remuneração por oferta de serviço e auditoria permanente.

Como financiar sem criar imposto novo

A alternativa mais promissora apontada pelo estudo é substituir o vale-transporte por uma contribuição empresarial inspirada no modelo francês Versement Mobilité. Os pesquisadores propõem a criação da Contribuição para Disponibilização do Transporte Público (CTP), que eliminaria o desconto no salário do trabalhador e isentaria da despesa empresas com até nove funcionários.

Segundo a pesquisa, o modelo manteria 83% dos CNPJs isentos de contribuição, cobrando valor fixo por empregado apenas das médias e grandes empresas. A arrecadação anual estimada é de R$ 80 bilhões, suficiente para financiar a tarifa zero nas 706 cidades com mais de 50 mil habitantes.

Outras possibilidades incluem tributação sobre grandes fortunas, contribuição pelo uso da via e receitas urbanísticas.

Trindade destaca que, nesse arranjo, a ampla maioria das empresas continuaria isenta: “Essa é a grande virada de chave: é uma solução que se paga e resolve o problema central do modelo atual, que é a cobrança por passageiro”.

Impactos previstos: economia, inclusão e meio ambiente

A pesquisa aponta que a tarifa zero traria benefícios diretos à população de baixa renda – em algumas famílias, o transporte consome até 20% da renda – e dinamizaria a economia local, com estimativa de aumento de circulação entre 25% e 36%.

Outros efeitos esperados:

  • redução de acidentes e mortes;
  • queda na emissão de poluentes;
  • mais segurança e mobilidade para mulheres e jovens;
  • maior integração entre regiões metropolitanas;
  • migração significativa do transporte individual para o coletivo – no DF, 41,9% dos motoristas de carro e moto declararam estar dispostos a migrar para o transporte coletivo em caso de adoção da tarifa zero integral (esta informação consta na pesquisa “Mobilidade urbana e desigualdades de acesso à cidade no Distrito Federal”, publicada em outubro de 2025 pelo grupo de pesquisa ObservaDF, também ligado à UnB).

Segundo os pesquisadores, a tarifa zero deixou de ser vista como uma proposta utópica e passou a ser discutida como política pública viável, desde que acompanhada de financiamento estável, transparência de dados, governança nacional, fase de testes e cooperação federativa.

Na terça-feira (25), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o presidente Lula tem simpatia pela ideia de levar a tarifa zero para todo o país, mas ressaltou que é preciso analisar, antes, o impacto da medida nas contas públicas.

“Para você fazer uma política federal de tarifa zero, isso implica você construir uma condição financeira que sustente essa tarifa zero em todo o país. Estamos em uma primeira etapa que é fazer um estudo da viabilidade de uma tarifa zero nacional”, disse Boulos no programa “Bom dia, ministro”, do CanalGov.

/Congresso em Foco

Você também pode gostar desses conteúdos

JHC não explica destino de R$ 300 milhões recebidos pela prefeitura pela concessão da água
Sem categoria

JHC não explica destino de R$ 300 milhões recebidos pela prefeitura pela concessão da água

por Redação
11 de setembro de 2026
Família denuncia hospital de JHC por 2ª morte de bebê em um mês
Sem categoria

Família denuncia hospital de JHC por 2ª morte de bebê em um mês

por Redação
11 de setembro de 2026
“Emprego não se cria no palanque”, afirma Renato Filho ao defender política permanente de geração de renda
Sem categoria

“Emprego não se cria no palanque”, afirma Renato Filho ao defender política permanente de geração de renda

por Redação
10 de setembro de 2026
Teca Nelma dispara nas redes sociais e tem alta procura por kits de campanha
Sem categoria

“O trabalhador precisa ser prioridade na Assembleia”, defende Teca Nelma

por Redação
10 de setembro de 2026
“O trabalhador precisa ser prioridade na Assembleia”, defende Teca Nelma
Sem categoria

Teca Nelma dispara nas redes sociais e tem alta procura por kits de campanha

por Redação
10 de setembro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post

Justiça manda soltar dono do Banco Master e ordena uso de tornozeleira

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

9 de setembro de 2026
Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Política

Renato Filho quer ampliar atendimento oncológico pelo SUS e acelerar diagnóstico do câncer em Alagoas

11 de setembro de 2026
Política

Mais de 2 mil romeiros de Pilar chegam a Juazeiro do Norte em jornada de fé e devoção

11 de setembro de 2026
Saúde

Hospital do Idoso do Estado inicia atividades na próxima semana

11 de setembro de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.